segunda-feira, 27 de julho de 2009

A aTRIZ qUE prePAra!!!

Bem, dessa vez a proposta era diferente. Marquinho me convida para começarmos o projeto juntos, com o objetivo de ajudar o processo criativo dos personagens e ajudar aos atores nesta construção. Certo, uma honra em trabalhar com o que se ama e com amigos do coração, mas... Um desafio: dar voz a personagens de mundos tão diferentes ao que estamos acostumados...

Sem fugir das propostas da Marina e das intervenções do Marquinho, proponho que os atores criem modelos vocais para que, a partir dessa criação, possamos começar o processo de lapidação para chegarmos ao resultado final. Na teoria é lindo, mas na prática.....

Na prática encontro algumas dificuldades. Temos um grupo heterogêneo, alguns iniciando a carreira artística e fazê-los entender o real valor das palavras escritas, as famosas palavras de valor, as intenções e, mais ainda, ajudá-los no uso correto da voz, no melhor aproveitamento dos seus aparelhos fonadores foi um pouco complicado, mas a sementinha foi plantada. É gratificante vê-los procurando por mim nos ensaios, em busca do melhor som, da melhor apresentação vocal sem se prejudicarem e, ver as famosas garrafinhas de água em todos os momentos, não tem preço! Rs...

Ajudá-los na criação de seus personagens passa pela minha formação de atriz, o que me torna meio coach desses meninos cheios de vontade de dar certo, o que já é o primeiro passo. Decupar os textos, fazê-los perceber as nuances, respeitar as regras do Português!!! “Ler” as vírgulas, os pontos, enfim! Os marcadores em geral, coisa que eles jamais tinham pensado em fazer... A partir daí, vão aparecendo lentamente os personagens, suas vozes, suas personalidades, suas emoções... E daí, os gritos, as gargalhadas, as expressões vocais em geral, associadas às características dos personagens, em como aquele ou esse personagem gritaria nesse momento, como ele falaria isso indignado? Será que ele falaria isso mais rápido ou mais lento? Falo isso mais alto ou mantenho a energia? Essas dúvidas e tantas outras foram surgindo no decorrer do processo. Que bom, né? Sinal de que as coisas estavam tomando forma... A cada dia de ensaio, as coisas iam acontecendo... A cada direção que o espetáculo tomava eu navegava junto como uma tripulante de um barco em clima de festa rumo a um porto bem festivo, cheio de alegria. Em cada personagem, eu via uma ponta do meu trabalho também, da minha formação, e isso tudo ia me abastecendo da mais genuína e prazerosa fonte de energia. Obrigada, queridos por esse momento. É... De vez em quando eu penso em voltar ao palco... Essas emoções não podem tomar conta de mim desse jeito!

Hoje, a poucos dias da estreia, me pego nervosa como aquela atriz de uns nove anos atrás que sentia o coração bater rápido atrás da coxia... Mas sei que a magia teatral mais uma vez vai acontecer e que os deuses do teatro vão abençoar mais essa empreitada já saindo do forno com cheiro de sucesso!!!

Parabéns a todos, sem exceção: ao elenco que nos surpreendeu e à técnica que fez isso tudo acontecer. Vâmo que vâmo!! MERDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!

Besos, e mais besos, Andressa Mehl – Fonoaudióloga Atriz

segunda-feira, 20 de julho de 2009

paLavRAS da AtRIZ qUE aTUA!!!!

"Pois é... estamos agora na reta final de um trabalho... que trabalho... acho que todos podemos olhar para trás e ver como tudo nasceu de uma união pelo amor à arte...
Pessoalmente falando, posso dizer que saboreei cada instante vivido... o nascer de amizades entre o grupo, os desafios dos trabalhos propostos, o crescimento e reconhecimento do potencial, as crises existenciais e as lutas interiores na busca pelo personagem, o cuidado para não "perdê-lo", aquela tão sonhada "colinha" a respeito do que deveríamos fazer em uma cena.... enfim, ao mesmo tempo que aprendíamos e aprimorávamos as técnicas, pude perceber que nos ensaios barreiras foram e ainda estão sendo vencidas... saboreei, saboreio e saborearei....
Como sou novata nas Artes Cênicas, a palavra "novo" fez parte de quase todo o processo, tive "crises" que me tentavam fazer parar por achar que não tinha a tão sonhada "capacidade artística", mas seguí... seguí no intuito de desbravar o "novo"... QUE DELÍCIA!!!!
Que maravilha foi seguir, com erros... com acertos (se é que existem mesmo..)...
É DELICIOSO olhar e ver que o produto final é fruto de colaboração e Direção acertada!!!
Nosso fruto está prestes a nascer !!!! Mal posso esperar para o dia 08 de Agosto de 2009!!!"
Agora a D. Traça dará uma breve palavra:
" Ai ai ai .... !!! Em breve, muito breve ,aliás.... brevíssimo vocês estarão conhecendo o meu mundo!!! Espero vocês de braços e coração abertos !!! Ai ai ai... A propósito.... Alguém viu Ezequiel por aí ?!?!?!? Ai ai ai !!!!"

Relato de Heidi Caren, a atriz que dá vida à D. Traça!

sábado, 18 de julho de 2009

A aTRiz qUE escreVE!!!!

É estranho o tipo de "nervosismo" que eu estou sentindo - se é que dá pra chamar assim. Quando estou em cena fico nervosa um dia antes, cinco minutos antes, mas sempre sobre a libertadora certeza de que entrando em cena o meu nervosismo encontrará lugar na ação e simplesmente se transformará.
O ator tem que agir!!! E quem escreve? E quem dirige? Tudo que podíamos ter feito já foi, podemos até fazer reajustes e continuar nosso trabalho, mas nunca durante a apresentação. O palco acaba sendo o lugar intocável, onde tudo que construímos toma forma e cor, pela figura dos atores. Se alguma coisa desencaminha só nos resta rezar, ou fngir que não vimos. Enquanto os atores tranformam seus nervosismos em ações, nós ficamos presos às nossas ansiedades, sem poder fazer absolutamente nada no momento da apresentação.
A única certeza que eu tenho, é que não consigo ficar à vista. Eu devo ficar escondida, porque faço caras e bocas, sinto inquietação ao ouvir minhas palavras, e tenho vontade de fugir! Será que é por isso que nunca atuei num texto meu?
Ai ai...

Marina!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

TESTE DE MAQUIAGEM!!!


CABRUM

paLAvRA dO direTOr II

Menos de um mês (cont.)


Acordei super cedo e fui ver a estrutura do cenário. Claro que tinha ser naqueles galpões enormes, cheios de estruturas de outras produções e longe, beeeem longe. Vamos nós!

É. Agora é concreto mesmo. Nada de papelão. Ferro. Ou uma estrutura que parece ferro, mas não é. É leve e sustenta o ator em cima. Também dá mobilidade e... Uau! Realmente não é o que eu imaginava. É muito melhor. A gama de possibilidades que me oferece é inspiradora e tb desesperadora. Há três semanas da estréia percebo que devo mudar várias marcas. O cenário me possibilita outra criação.

Para que vocês entendam a proposta: era apenas uma cama que se transformaria no Mundo dos Sonhos. Simples né? Eu não sei porque mas também achei que seria. A ingenuidade é uma benção. A cama se divide em sete peças que devem cenografar o mundo dos sonhos com suas variáveis.

Ai, ai. Um misto de felicidade e perplexidade me acompanha enquanto saio de lá em direção ao centro para comprar maquiagem.

A noite foi a criação da maquiagem, após ensaios de coreografias.

O André é mágico. Entre piadas, e sempre com um sorriso no rosto, ele vai esculpindo cada personagem no rosto dos atores. Fico impressionado. Ele simplesmente faz.
Empunho minha câmera e passo a fotografar alguns já compostos com o figurino, que a Carol fez questão de vestir em cada um (sempre com a agulha na boca para ajeitar os pequenos detalhes).

Bem menos que um mês.

Agora não consigo mais dormir...

Marco dos Anjos